Dividindo águas

sexta-feira, novembro 30, 2012


Música pra acompanhar:





Chega uma hora na vida, que você sai de cima do muro. Descobre que quando se toma determinadas decisões e expõe elas pro mundo, isso vai destruir muitas coisas que você achou que tinha. Quando decidimos seguir um caminho e tornar-te quem tu és, você corre o risco de afastar pessoas. Definir, defender e lutar por uma idéia ou alguma coisa, dividir águas. Eu nunca entendi por quê algumas pessoas tacham meninas que gostam de usar roupa curta como fácil ou como piriguete - termo que, aliás odeio, mas confesso que uso - essa coisa de julgar alguém pela forma como ela se veste, como se não fosse de direito e gosto cada um decidir o que quer vestir. Apesar que nunca me vesti assim. Mas não se engane querido leitor, julgamos frequentemente, sem nem mesmo perceber. Somos criados desde o berço de forma machista, onde a moça tem de ser de família, prendada e recatada para que seja aceita e o moço, aquele que tudo pode, com todas e a hora que quiser, pelo simples fato e "vantagem" de ter nascido homem. E me vem na cabeça, aquelas atualizações que vejo nas redes sociais do tipo "meninas postam Caio F. Abreu durante a semana e usam a filosofia do Catra no fim de semana". Ok amiguinhos. Eu posto Caio F. Abreu sim, mas porque leio muito os livros dele e não uso nenhuma teoria do Catra no fim de semana, mas também não sou santa. Eu nasci pra ficar em casa, chorando enquanto corto cebola, faço arroz e assisto a novela das oito. Eu nasci pra ser igual à você que estuda, trabalha, festa, pensa, fala, manifesta, , grita, beija, goza, sofre e vive. Afinal, eu sou mulher, né? Só acho que já passei um pouco dessa fase.O caralho. Calma, com essa novela agora, “guerra dos sexos” eu só aderi ao movimento por desejar um pouco mais de igualdade entre os sexos. Vou resumir ao máximo um do grande motivo: Quando eu tinha quinze anos, e estava na cidade em que minha avó mora fui em uma festa e nessa festa conheci um moço, lindo por sinal, bem mais velho que eu, deve que ele tinha quase trinta. Acho que foi quando eu conheci bebida alcoólica, nesse dia estava eu e uma prima, essa prima é mais nova que eu e estava com amigas. Eu bebi e hoje tenho certeza que colocaram alguma coisa na minha bebida. Nisso a minha prima sumiu, eu fiquei meio desesperada, acho que já estava tonta, ai esse moço lindo veio conversar comigo. Me perguntou se eu era dali, falei que não, que estava a passeio na casa da minha avó, e que tinha perdido da minha prima. Ai ele me perguntou onde minha avó morava eu expliquei mais ou menos até porque apesar de sempre ir lá, ela sempre estava mudando de casa. Ele foi e me falou espera um pouco se sua prima não aparecer te levo lá, e ficou perto de mim, me deu mais bebida. Depois disso não lembro de muita coisa. Lembro que saímos dessa festa , tenho uma vaga lembrança de um lugar acho que tipo uma usina abandonada, ele me levou pra lá, e não preciso dizer o que aconteceu ne? Ainda me bateu, puxou meus cabelos, etc. Foi a coisa mais traumatizante que aconteceu ate hoje na minha vida, mesmo eu não lembrando de tudo. Lembro que guardei isso pra mim durante muito tempo, senti nojo de mim, raiva de mim, culpa, sei lá. Ate que resolvi contar pra minha mãe, mas ai já era tarde, já tinha passado um tempo e não tinha como fazer nada a respeito. Mas sabe quando você conta pra alguém e parece que não é o suficiente? Então foi ai que resolvi contar para outra pessoa. Achei que podia confiar nela e ela deixou escapar, nem quero lembrar dessa parte. Quis comentar só pra algumas pessoas entenderem o motivo de certas brigas, mágoas entre eu e ela, nem quero lembrar dessa parte. Quis comentar só pra algumas pessoas entenderem o motivo de certas brigas e mágoas. Sabe o que eu senti nesse episódio da minha vida? VERGONHA. E não foi pouca. Quando o abuso aconteceu, lembro de ter lido muitas reportagens sobre o assunto, e apesar de ser uma pessoa que não tem papas na língua, eu me calei e compreendi o silêncio e o medo. Não simpatizo com menina que não vê problema em dançar até o chão ou em soltar a franga. Não simpatizo com cara que olha torto pra menina que bebe. Não preciso dizer o que eu acho do cara que incentiva a menina a beber pra depois tirar uma lasquinha já que "ela estava fácil". Para os que preferem dividir as moças(os) entre "as(os) de família pra casar" e as(os) "de balada pra pegar", eu espero que você seja muito feliz e esteja bem encaixado nos padrões que a sociedade impõe.E nessa de aderir movimento, eu aderi também o maior movimento interno da minha vida chamado respeito. Isso vai de gosto musical até opção sexual de cada um. Ser livre e deixar que os outros sejam tão livres quanto. Mas veja bem, essa liberdade nada tem a ver com libertinagem. Eu vivo como eu quero, sem me importar com o que pensam e não penso nada sobre a sua vida, já que ela é tua. Porém, sair e conviver rodeada de pessoas que ainda vivem com o pézinho no passado e nesse machismo em que fomos criados, implica em ser julgada, quase que o tempo todo. Parei de achar problema em ser a divisora dessas águas quando exponho o que penso, até porque, caro(a) amigo(a), se você discorda de mim e não sabe respeitar a opinião alheia, terás um problemão nesse mundo de gente grande. Eu sou livre, bebo, festo, dirijo, leio, gozo, sofro, brigo, discuto, defendo e luto com unhas e dentes quando eu quero. E se tem homem por aí que me vê, me julga e diz que eu não sou pra ele, eu só posso dizer o seguinte: você que não é páreo para minha intelectualidade, moço.





 Ps:Bom, demorei onze anos pra conseguir falar/escrever sobre esse assunto, eu nunca tinha conseguido falar sobre esse trauma com ninguém durante esse tempo todo e acreditem foi uma grande loucura ou coragem minha querer posta-lo.Quem convive comigo ou sabe um pouco da minha história, agora vai entender um pouco sobre as minhas crises de ciúmes, tem a ver com esse episódio. Nesse dia eu fui abusada/usada. Então o fato de eu sentir ciúmes de pessoas novas é por medo de ser usada. Foi o que minha psicóloga me explicou. Bom, acho que falei demais!E não, eu ainda não superei o trauma.
E fui extramente louca por te postado morando na cidade em que moro, onde a maioria das pessoas são medíocres e de cabeças pequenas.

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27 comentários

  1. Essa história de abuso é sempre muito complicado, e te admiro muito só de você ter tido a coragem de falar sobre isso no seu blog. Parabéns! Apesar de você não ter conseguido superado o trauma pelo menos já consegue tocar no assunto.
    Eu também acho que roupa não define caráter, eu vivo no mundo do esporte então estou super acostumada a usar roupas curtas, adoro muito, mas posso te garantir que isso não define nada! Conheço muita gente que usa roupas comportadas e são criaturas das piores espécies. RESPEITO É BOM E CABE EM QUALQUER LUGAR! Parabéns pelo post

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  2. Pode custar mas já está =D Ficou mesmo um grande texto com tudo dito
    Adorei o teu blog e os textos ^^ Os meus parabens =D
    P.S. Vai haver um concurso com textos e fotografias no meu blog, participa =)

    Me visita ^^ http://inspirationsbymeforyou.blogspot.pt/

    Bjocas fofa =D

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  3. Força amiga... Esquecer uma coisa dessas ninguém nunca esqueça, mas acho que falar a respeito, ter toda essa coragem de contar para quem você conhece mostra sua força, postar aqui também, mas postar não acho tão difícil como contar para quem nos conhece, porque a maioria das pessoas que leem o seu blog não a conhece pessoalmente...
    Eu também saio, bebo, visto a roupa que eu quero... A opressão machista tem que ser combatida! Isso é uma coisa que, infelizmente, pode acontecer com qualquer uma de nós...
    Mas estou passando por uma sensação diferente, de ter que mostrar o que sou/quero e as pessoas querendo mudar, sem entender, se afastando... Acho que cada um de nós sabe quem quer ser, pelo que lutar...

    Enfim...

    Amiga, estou seguindo!
    Te convido a conhecer meu blog **
    Beijão
    http://livrosebatons.blogspot.com.br/

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  4. Quando eu comecei a ler esse texto, eu não imaginava os rumos que ele ia tomar, Flor, fiquei muito emocionada com essa história. Foi muita coragem sua falar sobre o assunto e acho que falar é o começo de uma superação. Nunca passei por isso, mas sei o quanto muda, o quanto afeta. Mais pessoas passam por essa situação terrível do que a gente imagina.
    Não tenho paciência pra homem machista mas também não tenho paciência pra mulher fácil demais - e olha que se fácil nem está ligado usar roupas curtas. Aliás, conheço muitas que se vestem de forma composta e são fáceis. A questão, como você mesma disse é o respeito, tanto consigo para com o outro. Temos que saber os nossos limites e não deixar de fazer aquilo que nos faz feliz por conta de julgamentos de pessoas idiotas. Até porque, mesmo que a gente faça tudo certo, elas ainda vão nos julgar e o que nós vamos ganhar em troca? Apenas infelicidade.
    Fico feliz de ter encontrado alguém tão corajosa, que não tem medo de dar a cara a tapa, como você. Sei que temos muito o que aprender uma com a outra!
    Beijinhos

    hiperbolismos.blogspot.com

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  5. Na verdade eu fiquei estagnada ao ler o seu texto,mas bem o que eu posso falar é que deve ter sido muito muito complicado para você, ainda mais falar sobre este trauma que lhe causou, eu também carrego traumas comigo bastante dificil de ser superado, no qual tem um texto no meu blog : A MINHA VERDADEIRA HISTORIA, é um assunto que eu também é um assunto extremamente complicado, pois fala da minha infância e de pessoas desagradáveis e da perda dos meus pais quando eu era pequena (...)também me trato na psicologa desde os 7 anos até os 15 março de 2012. Bem, por outras questões problemas acabei saindo, mudança de casa, mas como na época por ser muito nova e não ter o poder de decisão de com quem ficar, eu costumo dizer que era jogada de um lado pra outra em grande parte quem estava comigo era apenas por interesse o meu dinheiro, a pensão que eu recebo do meu pai (..) bem, acho que uma hora se você quiser saber um pouco mais de tudo, isso me chame em alguma rede social que eu te conto melhor. Mas voltando, ao seu texto só eu sei o como é dificil falar sobre os nossos traumas,causas, pois levei muito tempo para fazer isto também, me expor de certo modo. E te digo uma coisa, acho que você arrumou uma amiga para quando quiser conversar (..) acho que os traumas nós deixam uma ferida muito grande e que é algo que por mais que tentemos superar, nunca vamos dizer superei totalmente certas feridas, acontecimentos (...) Posso dizer que me emocionei com o teu texto, e que sei como é complicado falar de traumas, desse assunto mas saiba que a coragem de falar aqui em um espaço publico que pode ser visualizado por qualquer pessoa é, uma coragem muito grande e de certo modo saber que alguém leu dos nossos traumas. E acho que vou ficando, por aqui força que é com o sofrimento, perdas que a gente aprende a ser fortes!

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  6. Ariana, parabéns pela coragem de dividir esse trauma com os leitores aqui do Blog. Você é muito guerreira! Acho que eu não teria coragem que você teve.

    Acredito que isso vai te ajudar a ir superando. Infelizmente a sociedade é muito julgadora. Mas, você não deve jamais se envergonhar de tudo o que aconteceu, afinal de contas, você era quase uma menina e foi induzida.

    Desejo tudo de bom para você.

    Beijos.

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  7. Nossa.Passar por isso deve ter sido beem complicado!E causa traumas,né?!Mas pelo menos,pelo que escreveu no texto,conseguiu tirar algo de bom,apesar de ter ficado receosa com os caras.Isso é normal.Acontece o tempo todo.E algumas coisas acontecem para nos dar lições mesmo.Por mais cruéis que sejam!

    Enfim,eu gostei muuito do texto e parabéns pela sua coragem de se abrir assim,se expor.

    pS:Ei,lembra de mim?Carol Hermanas,aquela que comentava seu blog sempre e que sumiu do mapa.HAHAHAH :)


    Beeijinhos http://doyoufeelthewayidorightnow.blogspot.com.br/

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  8. Que situação complicada! Tu tens muita coragem de expor esse tipo teu trauma. Espero muito que tu consigas superar. E o julgamento alheio? Não dê bola. O importante é a sua maturidade sobre esse assunto. É a sua superação que vale mais. Beijinhos.

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  9. Ariane, menina, vou te falar que neste momento me deu um ódio mortal desse homem covarde. Idiota, ai que odio! Mas uma coisa eu digo: A justiça de Deus tarda mas não falha, ele vai ter o que merece, ou esta tendo.
    Voce foi mto corajosa mesmo, e posso imaginar a barra que voce passa. Mas nao confie no ser humano, são todos falhos e decepcionam. Confie em Deus, Só Ele pode te entender e te consolar.
    E eu concordo com voce, o mundo é extremamente machista. Homem pode tudo, pegar mulher as tantas, agora a mulher tem que ser imaculada...ah vah! Tb nao nasci pra ficar em casa cortando cebola, quero trabalhar e ajudar meu marido em casa. Agora com relação aos vestidos curtos, acho que uma mulher que coloca um vestido mostrando a calcinha sabe o que quer, e um homem tbm sabe o que ela quer. Mas mulheres como você e como eu tambem, que tambem acho que cada um deve viver a sua maneira, sabemos respeitar, e merecemos respeito. E se um homem é machista demais para reconhecer isso, entao concordo com voce, quem nao te merece é ele.
    Um grande beijo!

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  10. Primeiro vou te falar que esse texto, muita gente deviria lê-lo, porque você disse tudo, infelizmente a sociedade hoje em dia se impõe de maneira machista, as mulheres que fogem dessas regras é julgadas e rotuladas, bem complicado isso né, eu penso assim a gente tem a nossa vida então temos que viver da maneira que bem quiser, não se importando com os que os outros pensam e sim no que eu penso, no que eu gosto e no que eu quero e ponto final. temos que ser assim, porque senão a gente acaba não sendo nós mesma né, e essa historia de abuso, eu fico perplexa como uma pessoa pode fazer isso com outra, deve ter sido muito envergonhoso e torturante nessa época que aconteceu né, mas pelo o que eu li do seu texto, você superou muito bem isso. Agora é só deixar essas lembranças no passado né. :/
    bjinhos
    conversando-com-a-lua.blogspot.com.br

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  11. Nossa! cheguei no seu blog nem sei como!
    comecei a ler o texto e ja ia gostando mto, quando de repente, ate uma revelacao tao seria assim!
    poxa realmente espero que isso tenha te feito amadurecer! nem posso imaginar como foi!
    forca!
    bjo
    http://opinandoemtudo.blogspot.com.br/

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  12. O triste de tudo isso Ari, é saber que não é só imaginação. Feliz de você que não se esconde... Sei nem o que te dizer, moça.

    Beijinhos

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  13. Sensação boa de falar o que sente, de se mostrar, de ser você... Adorei seu texto, seu blog. Tá tudo muito lindo!

    Beijos, Letícia.
    wesoldiersoflove.blogspot.com.br

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  14. Em relação ao teu comentário: É difícil, muito difícil mesmo, aprender a viver com memórias/acontecimentos passados ao invés de os colocar de lado e seguir com a nossa vida. Mais tarde ou mais cedo eles iriam atravessar-se no nosso caminho.. por isso é que é indispensável que aprendamos a viver com o que se passou. Eu já consegui em relação a muitas coisas, mas há uma pequena/grande coisa que ainda não está completamente aprendida. Um trauma. E isso já tem a ver com o teu texto. Eu percebo bem demais o que tu sentes (se é que me entendes). Eu já passei por uma situação idêntica, talvez pior um bocadinho. Mas eu não percebi umas pontas soltas do texto por isso, não posso dizer que foi pior. Mas eu estava bem consciente e estava lá sem conseguir fazer nada. E isso fez com que sentisse cada vez mais e mais e mais vergonha de mim a cada dia que passou. Março de 2010, tinha eu 13 anos. E não contei a ninguém até janeiro de 2011, eu com 14 anos. Limitava-me a isolar-me de toda a gente para garantir que ninguém me magoava. Em janeiro ficaram 2 pessoas a saber embora eu soubesse que não pudesse fazer nada em relação ao que se tinha passado. Já era muito tarde. Agora tenho 16 anos, acabados de fazer há 2 dias, e ainda estou a aprender a viver com isso. Apenas 4 pessoas sabem e tive a sorte de ter ficado só entre nós os 4. Podia ter feito tanta coisa naquela tarde e o que fiz eu? Nada. Mas porquê chorar sob leite derramado, agora? Não vale de nada.. temos apenas de ir aprendendo. É isso mesmo que temos de fazer.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Achei que fosse mais um discurso feminista bobinho, mas um relato auto-biográfico é argumento de valor o suficiente pra mexer comigo. Não me digo feminista, mas respeito plenamente quem se diz. Até porque, como @s que se dizem feministas, defendo a igualdade entre os sexos e não entendo porque não defender.
    É uma pena que, na época que esse triste episódio te aconteceu, você não tenha conseguido contar pra ninguém, pra que o cara que fez essa escrotidão (perdoe o termo) pudesse não ter saído impune. Mas que bom que agora você consegue falar sobre isso! Deve ser libertador.

    Vê como a gente é criada, vê? Sentiu NOJO de você mesma, porque, se você não tinha feito absolutamente nada de errado? Acabei de ler um relato de uma menina que sofreu uma tentativa de estupro no banheiro da minha faculdade. Não posso mais andar sem medo pela minha própria faculdade. Isso é absurdo! Vivemos numa cultura permeada deles - os absurdos.
    Mas precisamos seguir em frente, sempre.
    Beijos, e parabéns pela coragem.

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  17. É preciso ter caráter e personalidade :)

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  18. Nossa Ari, to impressionada ainda com tua história, e com tua coragem de falar disso aqui..
    deve ter sido muito difícil conviver com isso .. e você infelizmente nunca vai esquecer disso :/
    mas é bom falar sobre isso, pra abrir o olho de muita garota que acha que essas coisas só acontecem com os outros ..
    mas enfim, com fé em Deus a gente supera tudo .. e você vai acabar superando isso!
    quanto ao julgamento por roupas, bem , eu estaria sendo hipócrita se dissesse que nunca o fiz .. é que na minha concepção uma pessoa que sai com um short curto não é nada demais .. mais se eu saiu com praticamente uma calcinha e um top, eu acho que é pedir pra ser tachada de piriguete !
    mas enfim, parabéns pelo blog .. e pela sua personalidade também, da pra ver pelo texto que tens personalidade forte e não se deixas abalar por qualquer coisa .. força sempre (:

    http://leideanediniz.blogspot.com ;*

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  19. Não, você não foi louca de falar sobre seu trauma, foi corajosa! É triste saber que é real, que aconteceu e que isso acontece todo dia com um monte de garotas/mulheres.
    Compartilho de muitas das tuas ideias, sou a favor da igualdade, de que roupa não define caráter. Mas é impossível negar que às vezes até eu mesma olho para algumas garotas e as rotulo de piriguete, um erro, uma formatação machista que já vem grupada na nossa cabeça desde que nascemos.
    Fiquei meio sem ter certeza do que dizer, mas achei que esse texto: http://www.facebook.com/pagegabrielafreitas/posts/396671087078650 seria uma resposta completa, não é meu, mas diz tudo.

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  20. Não dá pra medir o tamanho da sua coragem. Todas as pessoas precisam ler sua história e mudar conceitos. Essa verdade que você passou é digna de aplausos pois você precisou olhar pra dentro de você. E não escolheu palavras pra isso, simplesmente passou da melhor forma possível, a natural.

    Uma garota grandiosa.

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  21. Com a minha mãe foi mais ou menos desse jeito. Sabe, a nós mulheres temo essa mania de nos calarmos e aguentarmos tudo sem reclamar. Isso vem de séculos e eras atrás. Mas agora nós temos oportunidade, ajuda, voz. É a hora de dizermos "não", de nos rebelarmos, de mostrarmos a nossa força.
    Nem dá para expressar em palavras o quanto caras como esse que te abusou me dão nojo. Me dá vontade de cuspir na cara de um infeliz desses. Não é raiva, não, é ÓDIO MESMO. E a sociedade hipócrita ainda coloca a culpa em cima da gente, porque a mulher que é oferecida, tonta, piriguete como você disse, mas o homem não, ele nunca é condenado. CHEGA. O pior é que o cara nem deve mais se lembrar de você, fostes apenas mais uma na interminável lista dele, mas pra mulher a experiência fica pra sempre. SEMPRE. Acho que você não deve se entristecer por não ter conseguido "superar" o trauma, até porque tenho minhas dúvidas se isso é possível. Quer dizer, se "superar" significar "esquecer". Mas você tem um blog lindo, uma vida, um trabalho, uma carreira, uma família. E você contou pra gente. Eu acredito que isso seja superação. Mas oh, não tenho um terço da sua experiência, falo apenas pelo meu coração de menina/mulher. Mesmo assim, Ariana, quero te dar parabéns pela coragem. Pela coragem de se abrir, de dividir, de não se calar, de lutar. É de mulheres como você que precisamos para construir uma nova sociedade, menos machista, menos hipócrita.

    Ah, obrigada pela visita =D

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  22. Grande, imensa coragem!
    Eu fiquei muito chocada quando você me contou... a gente nunca espera que isso aconteça com a gente, com alguém que a gente conhece, enfim. Você sabe. Eu, lendo isso mais uma vez, de novo não tenho o que dizer. É horrível, é horripilante, mas passou. Por mais que tenha ficado, passou.
    Sem mais, estou contigo.

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  23. Eu não consigo sair de cima do muro, da cadeira, da cama de nada. To parada, desanimada, querendo sair correndo, talvez esteja surtada, meio enlouquecida, nem sei mais em que estado me encontro. Beijos

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  24. Parabéns pela sua coragem, não apenas por contar isso que aconteceu com você como também pelo fato de viver a vida como você quer! Isso é tão difícil hoje. A maioria aguenta calada ou prefere ficar em cima do muro.
    Acredito que isso demonstra que você está superando.
    Eu sou difícil de confiar nas pessoas, sei que não deveria ser assim, mas eu quase nunca falo sobre mim nem com as minhas amigas mais próximas. Eu já fui traída por pessoas que confiei então tento ao máximo esquecer esses episódios e voltar a confiar, mesmo assim esse bloqueio ainda existe.
    Também não sou de ficar em cima de muro nenhum, muito menos me calar diante daquilo que acho errado.

    http://osonhodeumaflauta.blogspot.com.br/

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  25. Precisou caminhar muito pra chegar aí não foi?
    Espero que essa sua coragem, só cresça e te faça crescer.
    Que nenhum outra pedra no seu caminho te faça desistir ao se achar inferior, pois o pior, você já passou e superou.

    Força sempre.

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  26. Oii, está bem?
    Eu parei para pensar agora: adoro Caio mas não li nenhum livro dele ainda =s
    Estranho.

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  27. Eu queria muito, muito, muito mesmo ter palavras para dizer o que sinto e o que senti quando li o que foi escrito. Parece que doeu em mim e você sabe que esse é o grande problema de quem escreve, parece que a dor do outra é a nossa dor. Você é uma pessoa bastante corajosa, digna de ser recebida por milhões de pessoas e ser aplaudida de pé. Acho que quem passa por situações delicadas na vida não tem um terço da coragem que você tem. Deve ser muito difícil sim conviver com isso, mas não sinta-se culpada. O mundo é ruim, a vida é complicada. As pessoas são péssimas e se você encontra pessoas boas por aí você encontrou um grande tesouro. Torço muito por você e sei que um dia vai superar tudo. Você é forte! Acredite!

    Ps: acho que a música combinou bastante com as suas palavras. Eu chorei.

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